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Adoção: últimas vagas para pais como "Ana" e "Pedro"

Ainda restam as últimas vagas para famílias interessadas em participar do Curso de Preparação à Adoção (CPA), edição especial para pretendentes em busca de adotar crianças a partir de oito anos, grupos de irmãos e crianças e/ou adolescentes com doenças graves e necessidades especiais. O curso será realizado de 16 a 20 de setembro, às 19 horas, no plenário Tribunal do Júri do Fórum de Campo Grande, localizado na Rua da Paz, nº 14, bairro Jardim dos Estados. A realidade do processo de adoção no país ainda esbarra na idealização dos pretendentes, que estão em busca de realizar o sonho de se tornarem pais e, em sua grande maioria, de bebês ou de crianças ainda em tenra idade. Acontece que esta faixa etária não representa o grande público existente nas instituições de acolhimento, isto porque bebês e crianças pequenas, quando se tornam disponíveis para adoção, praticamente entram num dia e saem no outro. Não há dificuldades hoje para encontrar pretendentes interessados nesse perfil. Por isso, a demora para perfil de bebê e crianças pequenas é uma jornada longa: os pais realizam todo o processo, se habilitam no Cadastro Nacional de Adoção (CNA) e a espera pelo telefonema nunca chega. A matemática é muito simples, se existe uma fila gigantesca de pretendentes anteriores aguardando o mesmo perfil (só de bebês são 4.814 pretendentes no país) e, se estas crianças, muitas delas precisam ainda nascer, serem negligenciadas e passarem pelo processo de destituição do poder familiar, vai demorar, e muito, até chegar a hora. Às vezes, o sonho de ser pai e mãe está tão próximo, basta girar o botão um pouquinho para o lado e permitir experimentar outras oportunidades que já estão disponíveis, neste momento, numa instituição de acolhimento. Não são bebezinhos, mas são filhos e filhas, tão perfeitos, tão encantadores como qualquer criança costuma ser, prontos para serem amados, desejados, educados e protegidos. Na última sexta-feira (6), graças a essa guinada para se abrir a algo diferente do projeto familiar inicial, que uma grande recém-formada família deixou o Fórum de Campo Grande. O sonho realizado, com certeza, foi bem diferente do idealizado pelos pais "Ana" e "Pedro", aqui chamados desta forma a pedido da família, que não quis se identificar. Eles deixaram a Capital sul-mato-grossense rumo a uma nova vida na cidade onde moram em outro Estado, que também não será identificado a pedido deles. No carro, além das malas, a grande bagagem estava estampada no rosto do casal, a felicidade que ter filhos proporciona, e, aliás, foi em dose tripla: eles adotaram um grupo de irmãos de 6, 7 e 13 anos de idade, cujo entrosamento deles, após um curto período de convivência, era, no mínimo, normal. “Somos uma família como outra, esses são meus filhos, não tem mistério, é natural, é como se sempre tivessem sido nossos”, explica o pai. A mãe recorda que o processo de habilitação começou há três anos e durou cerca de um ano até sua conclusão e o ingresso no Cadastro Nacional de Adoção. “Então, quando concluímos esta fase, nos disseram que era só esperar o telefone tocar”, lembra Ana, mas o telefone nunca tocou. Eles começaram a fazer buscas ativas na sua comarca, visitar instituições de acolhimento, procurar ativamente em comarcas vizinhas, em outros Estados, e nada. Começaram a entender que o perfil deles, de crianças até 5 anos e 11 meses de idade, era o grande empecilho para realizar o sonho. Foi então que decidiram se abrir para novos desafios. E assim receberam a primeira ligação, do Núcleo de Adoção do Fórum de Campo Grande. “Eu realmente não sei como nos encontraram, eu nunca havia realizado buscas por aqui, mas, de alguma forma, depois de tantas procuras ativas, acredito que nos encontraram e recebemos a ligação de que havia uma criança para mim, mas não era no nosso perfil, isto porque ela tinha outros dois irmãos, um deles com quase 13 anos de idade”, ressalta Pedro. Este primeiro contato aconteceu há cerca de 45 dias e, após se reunir com a esposa, vencer medos, como a questão financeira, preconceitos de se ter uma família numerosa nos dias atuais,  preconceitos de se ter filhos por adoção e, vencidas todas estas incertezas, eles decidiram dizer "sim". Só não vieram antes porque a casa precisou entrar em reforma para receber a turminha. Mas os contatos entre eles e as crianças já começaram via chamadas de vídeo cerca de 20 dias antes de chegaram a Campo Grande. O período de convivência foi no hotel e todos já não aguentavam mais a ansiedade, queriam logo ir para casa. A família deles, tios, avós, primos etc já ansiosa aguardava a chegada dos novos membros. E assim, com muito naturalidade, afeto e acolhimento, toda a gestação entre a notícia de que seriam pais até receberem os novos filhos durou pouco mais de um mês. Embora o pai estivesse muito preocupado em pegar logo a estrada, ainda deu tempo de registrar uma foto do novo elo que se fecha: mãozinhas pequenas, acolhidas, apoiadas, misturadas e protegidas pelas mãos de quem tem a missão zelar pelo bem delas. “Nossa história foi essa, hoje eu me sinto feliz, já realizado como pai, minha esposa já realizada como mãe. E agora eles são nossa responsabilidade, cabe a nós dar amor, carinho e educação e cuidar da saúde deles também, que é muito importante”. E para quem acha que precisa de muita coisa, mais uma vez a família mostra que não. “Nossa casa é tipo apartamento, sala, cozinha, dois quartos e banheiro, mas temos um quintal. O quartinho da bagunça virou agora quarto deles, colocamos uma bicama e uma cama box, então um vai dormir no meio e fizemos uns armários planejados para eles guardarem as coisinhas deles. Trocamos o piso da casa toda, tudo isso em poucas semanas e os parentes já estão empolgados para comprar o material escolar”. De acordo com o Núcleo de Adoção do Fórum de Campo Grande, de janeiro até agora, com exceção de uma criança que ficou na Capital e outra que foi para o interior do MS, todas as crianças com este mesmo perfil foram adotados por pretendentes de outros Estados do Brasil. Vale lembrar que este curso é destinado exclusivamente às famílias que querem adotar crianças a partir de oito anos, grupos com, pelo menos, três irmãos, crianças e adolescentes com doenças graves e/ou necessidades especiais. As inscrições devem ser realizadas pelo telefone (67) 3317-3548. Saiba mais – Adoção necessária é um termo utilizado para quem pretende adotar crianças com idades mais avançadas ou adolescentes, adoção de grupos de irmãos e adolescentes com doenças graves e/ou necessidades especiais. O termo “necessária” é utilizado pelo grande número de crianças e adolescente que se encaixam nesse grupo. O curso de preparação à adoção é requisito para o processo de adoção, está previsto na Lei de adoção (Lei nº 12.010/2009) e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Tem como objetivo a desconstrução de paradigmas que permeiam o imaginário dos pretendentes à adoção. Na prática, o curso objetiva mostrar aos candidatos como lidar com os diferentes aspectos do processo de adoção. Para adoção necessária o curso é ainda mais importante, pois são casos mais específicos em que os pais adotivos vão encontrar, então prepará-los é essencial para que essa adoção seja bem-sucedida e para quem queira adotar esteja pronto para receber a criança ou adolescente da melhor forma.
11/09/2019 (00:00)

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